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| Guerra dos Goblins |
Cormyr, 1371 CV.
Começo a escrever este diário para registrar os meus passos e pensamentos para as gerações seguintes. Após minha última aventura, sinto que começo a fazer parte de algo maior. E é meu dever compartilhar as dores e as delícias que se escondem por Faerun, para que os menos afortunados - condenados a uma vida sedentária - saibam o que existe ou existia nas sombras e nos céus deste continente. Se eu morrer, que meus companheiros prossigam com meu trabalho nestas páginas.
Aqui em Cormyr o clima é de vitória. Parece que o Reu Azhoun IV finalmente deu o golpe final na Guerra dos Goblins e a vitória é questão de tempo. Após tantas mortes e tanto tempo vivendo com medo, agora é possível sentir o ar mais leve em Cormyr. O reino é forte e resistirá aos invasores!
Ocupados com a Guerra, os Dragões Púrpura estavam recrutando aventureiros para lidarem com ameaças menos urgentes. Mas não menos perigosas! Cada grupo de monstros vis, cada guilda de ladrões e covil de assassinos deseja aproveitar a aparentemente fragilidade de Cormyr para cravar suas garras. E é neste momento que os cidadãos mais valentes são chamados às armas!
Os Dragões Púrpuras incumbiram a mim e mais nove dos melhores aventureiros a missão de lidar com uma ameaça kobold nos arredores do reino. As criaturas reptilianas estavam aproveitando a guerra para pilhar fazendeiros na região, já tendo feito algumas vítimas fatais. Reunimo-nos e decidimos que seria melhor dividirmo-nos em dois grupos de cinco pessoas, seguindo pistas diferentes. Após três dias de perguntas e investigações, descobrimos o acampamento das criaturas. Encontramos o outro grupo e definimos um plano de ataque.
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| Kobold |
Atacamos com velocidade e precisão, dando cabo ao grupo de ladrões e assassinos. Mas não sem baixas. Cada grupo perdeu um companheiro para as lanças dos kobolds. Lamentamos as mortes, realizamos os rituais e retornamos.
Após receber a merecida recompensa das mãos dos Dragões, os quatro do outro grupo decidiram seguir por outros caminhos, formando uma companhia de aventureiros atrás de seus próprios contratos. Os três companheiros com quem viajei e sangrei também buscavam aventuras, um sustento ou um propósito e decidimos que formávamos uma boa equipe - e juntos tínhamos chance de conseguir missões maiores.
Meus companheiros são:
Keith - um paladino humano, belo, forte e altivo. Feroz com a espada, misericordioso sem ela.
Grom Urso Negro - um meio-orc de uma tribo bárbara que foi extinta. Uma parede de músculos, com coração selvagem e olhos inteligentes.
Glim - um gnomo arcano, extremamente habilidoso e dedicado. Uma das mentes mais afiadas que já encontrei.
E eu, Finniel - ou Finn, como gostam de me chamar. Um meio-elfo apaixonado pela música, pela pena e pelo mundo. Cada caverna escura é uma página esperando para ser lida, cada porão mal-assombrado um teste para minha espada e minha música.
Este é só o começo de nossa história. O ar em Cormyr pode estar mais leve, mas a eletricidade estala a cada rajada. Há algo por vir. Pressinto em cada fibra de meu corpo, em cada pêlo que me recobre a pele.
Estaremos preparados.
Finniel



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